Morre aos 87 anos o empresário Abilio Diniz, ex-Pão de Açúcar

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O empresário Abilio Diniz morreu neste domingo (18), em decorrência de uma insuficiência respiratória por pneumunite.  Ele estava hospitalizado há algumas semanas. Ele começou a passar mal em Aspen e teve de voltar às pressas ao Brasil num avião com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“O empresário deixa cinco filhos, esposa, netos e bisnetos, e irá ao encontro do seu filho João Paulo, falecido em 2022. Desde já, a família agradece a todas as mensagens de apoio e carinho”, diz a nota enviada pela família.

Abílio não fazia parte do showbiz da forma tradicional, mas se tornou uma celebridade ao misturar a própria trajetória de vida com a história do varejo no Brasil. Da primeira loja do Pão de Açúcar à Península Investimentos — sem jamais se afastar do setor que ajudou a consolidar —, o empresário construiu uma das maiores fortunas do país aos olhos do público nacional. Com uma fortuna de US$ 4,2 bilhões, segundo a Forbes, Abílio ocupava a 17ª posição de homem mais rico do Brasil e o 1223º lugar no mundo.

Quem foi Abílio Diniz?

Abílio Diniz nasceu em 28 de dezembro de 1936. O primeiro dos seis filhos de Floripes Pires e de Valentim Diniz. Se formou em 1956 pela Escola de Administração de Empresas da FGV e, ao terminar a graduação, aceitou a proposta de seu pai para começar a trabalhar em um novo empreendimento da família, o Supermercado Pão de Açúcar.

Antes disso, Valentim havia fundado a Doceria Pão de Açúcar, inaugurada em 1948 e na qual Abílio havia trabalhado desde menino. Por isso, principalmente, Abílio recusava o título de fundador do Pão de Açúcar, sem jamais tirar de si o mérito da expansão do grupo. No fim dos anos 1950, nascia a primeira loja do mercado, na Av. Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo.

Não foi uma decisão tomada de bate-pronto. Depois de se formar em administração, Diniz queria fazer uma pós-graduação em Michigan e ser professor. Tocar a padaria de seu pai era pouco perto de suas ambições. Então, o pai apresentou-lhe as redes Peg-Pag e Sirva-se, primeiros supermercados do país — algo que conquistou Abílio de cara. “Aquilo virou minha cabeça. Percebi que daquele jeito seria possível fazer uma empresa grande”, disse

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