Polícia Civil de São Pedro da Aldeia prende homem foragido da justiça

Em uma ação coordenada, policiais da 125ª Delegacia de Polícia (125ª DP), da Agência de Inteligência da 25ª BPM (AIB/25ª BPM Ala D), da...
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Polícia investiga se mãe vendeu recém-nascido após forjar morte da criança em Casimiro de Abreu

Uma operação foi realizada nesta terça-feira (8) em Casimiro de Abreu para colher informações e saber se uma mulher vendeu o filho biológico recém-nascido depois de forjar a morte da criança.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Casimiro de Abreu, onde mora a mãe biológica da criança; e no distrito de Unamar, em Cabo Frio, onde a mora a mulher que teria adotado o bebê ilegalmente.

A “Operação Cegonha” foi realizada pela Polícia Civil, pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e pelo Conselho Tutelar.

A Polícia iniciou as investigações após a moradora de Casimiro apresentar um atestado de óbito falso da criança. Segundo a polícia, quando ainda estava grávida, a mulher entrou em contato com a Assistência Social da cidade dizendo que tinha engravidado após um estupro e queria entregar a criança para a adoção.

Poucos dias depois, ela voltou à Secretaria dizendo que mudou de ideia, disse que o filho era do namorado e que havia decidido ficar com a criança.

Depois do período de gestação, funcionários do Conselho Tutelar foram até a casa da mulher para averiguar como ela estava, mas quando chegaram não encontraram a criança. Quando a questionaram sobre o paradeiro do bebê, ela disse que fez o parto em Cabo Frio e que a criança nasceu morta. Ela apresentou um atestado de óbito.

Os conselheiros desconfiaram da veracidade do documento e acionaram o MPRJ, que passou a investigar o caso junto com a Polícia Civil. Eles descobriram que o atestado era falso e foram até o hospital onde o parto aconteceu.

Na unidade, os policiais descobriram que a mãe biológica deu entrada no hospital usando a identidade da mãe adotiva com a foto adulterada. E a mãe adotiva assistiu ao parto como acompanhante usando a identidade da irmã. Assim, nos registros do hospital só constava o nome da mãe adotiva como se fosse a biológica.

Ao descobrir o esquema, a polícia o caso complexo e decidiu realizar a operação em busca de documentos que esclareçam se o bebê foi comprado e se há um esquema especializado em venda de bebês ou se esse foi um caso isolado.

O material foi apreendido, a mãe adotiva e os familiares foram levados para a delegacia para prestar depoimento. Se for comprovado, ela pode responder por falsidade ideológica, associação criminosa e adoção ilegal.

O bebê foi levado para um abrigo até que uma decisão judicial seja obtida.